domingo, 17 de maio de 2015
quinta-feira, 14 de maio de 2015
“Um
belo dia você acorda e se dá conta que está cansado. Você se cansa da
cidade, dos carros, das luzes. Você se cansa do lixo, das pessoas, do
barulho. Se cansa de não saber para onde ir, se cansa de não ter para
onde ir e precisar ir para algum lugar. Você se cansa de não ter razão,
de não ter caminhos, de não ter opções, se cansa de ver sua vida igual a
de todos os outros, se cansa de ser de um rebanho sem pastor. Você se
cansa de chefes, deuses, impostos, moda, dinheiro. Você se cansa da
sensação de estar desperdiçando seu tempo, você se cansa de não ter
tempo algum para desperdiçar. Você se cansa de viver em um mundo onde
quem não está desesperado, está louco. Você se desespera com medo de
enlouquecer. Respira fundo, acende um cigarro. Você se cansa de não
saber exatamente do que está cansado. Se cansa do “alguma coisa está
errada” que paira sobre o ar desde uma época que você não se lembra. Se
cansa das avenidas, das ruas, das alamedas, das praças, do sol, dos
postes, das placas de sinalização, das buzinas. Você se cansa de amores
incompletos, de amores platônicos, de falta de amor, de excesso disso e
daquilo. Se cansa do “apesar de”. Se cansa do rabo entre as pernas, da
sensação de estar sendo prejudicado, se cansa do “a vida é assim mesmo”.
Você se cansa de esperar, de rezar, de aguardar, de ter esperanças,
cansa do frio na barriga, cansa da falta de sono. Você se cansa da
hipocrisia, da falsidade, da ameaça constante, se cansa da estupidez, da
apatia, da angústia, da insatisfação, da injustiça, do frenesi, da
busca impossível e infinita de algo que não sabe o que é. Se cansa da
sensação de não poder parar. E você não para, até que esteja morto.”
PC Siqueira.
terça-feira, 12 de maio de 2015
sexta-feira, 8 de maio de 2015
quinta-feira, 7 de maio de 2015
quarta-feira, 6 de maio de 2015
terça-feira, 5 de maio de 2015
"A gente consegue, sabe? É só querer. É só não desistir, não deixar de lado. É insistir até o último segundinho. Não abrir mão e não deixar pra lá... Porque convivência é assim mesmo. É se irritar com o jeito do outro e com as manias chatas também. Só que no meio disso tudo, você enxerga um motivo pra ficar ali. Pra não ir embora e não esquecer. No meio de toda a bagunça você consegue achar aquilo que tava te faltando."
"Vamos fingir que tudo está bem. Que as piadas do palhaço ainda são engraçadas e que o coração não dói. Que o ambiente reservado para fumantes não sufoca e que esperar na fila do banco não cansa. Vamos fazer parecer que nenhuma música é uma lembrança e que o cheiro não grudou na ponta do nariz. Vamos fingir que eu não o vejo em todo canto. Vamos fazer de conta que esse espaço todo não aperta e que o que sinto não é necessidade. Vamos fechar os olhos e imaginar que esse ainda não foi o início do fim."
segunda-feira, 4 de maio de 2015
domingo, 3 de maio de 2015
sexta-feira, 1 de maio de 2015
"Já tive outros e já amei outros. Já sofri por eles e já quase te
esqueci graças à eles também. Mas depois que acaba, no fim, ou no
intervalo de um para o outro, quando só me sobra eu mesma e minha
confusão, meus sentimentos me encaram e me confrontam, e eu só vejo
você. Só tem você ao meu redor no sábado de noite terminando com alguém.
Tem você quando eu me fecho e não deixo ninguém entrar na minha vida,
porque morro de medo e é sua culpa. Você na forma como eu escrevo, na
música do Leoni, no texto da coca-cola. Cada parte do que eu sou… ainda é
você. Mil anos e alguns caras depois e ainda é você."
Iolanda Valentim
quarta-feira, 29 de abril de 2015
segunda-feira, 27 de abril de 2015
sexta-feira, 24 de abril de 2015
quarta-feira, 22 de abril de 2015
"Ninguém vai te abraçar tão bem quanto eu, nem te ouvir tão atentamente
como eu te ouvia. Eu sei e você também sabe, que a tua boca jamais se
encaixará tão perfeitamente em outra, como se encaixava na minha. Você
irá sorrir, dará gargalhadas, será feliz. Mas não tanto quanto era
comigo. Terá outros amores, romances e casos, mas nada será igual ao que
eu fui pra você. Conhecerá ótimos pretendentes e eles quase chegarão ao
que nós fomos, quase. Mas não o suficiente. A razão te engana, teus
amigos te enganam, tua família te engana, mas o teu coração não. Este
sim, sempre te lembrará, pelo menos uma vez ao dia, que nada, nunca,
será equiparado à nós. A fila anda, a catraca gira, o tempo não para.
Mas o amor, meu bem, permanece."
segunda-feira, 20 de abril de 2015
sexta-feira, 17 de abril de 2015
"Você foi covarde. Seu amor é forte, seu corpo é fraco. Você foi covarde
como tantas vezes fui por acreditar que a coragem viria depois. A
coragem não vem depois. A coragem vem antes ou não vem. Não posso
amaldiçoar sua covardia. Sua boca não é rápida como suas pernas para me
agarrar. Minhas pernas não são tão rápidas quanto minha boca para lhe
impedir. Você foi covarde. Pela gentileza de sempre dizer sim, repetidos
sim, quando não estava ouvindo.
quarta-feira, 15 de abril de 2015
terça-feira, 14 de abril de 2015
segunda-feira, 13 de abril de 2015
domingo, 12 de abril de 2015
sexta-feira, 10 de abril de 2015
quinta-feira, 9 de abril de 2015
segunda-feira, 6 de abril de 2015
"Quando você termina um relacionamento, as opções se abrem. Você pode dar
a volta por cima e recomeçar sua trajetória, você pode tentar recuperar
seu amor perdido ou, como eu, você pode optar por fazer nada. Nada
nada. Quer dizer, não exatamente nada, porque eu ocupei muito bem meus
dias sentindo pena de mim e lutando bravamente para não me tornar
mendigo. O que já é grande coisa, se você parar pra pensar."
sábado, 4 de abril de 2015
sexta-feira, 3 de abril de 2015
"E outra coisa – não se esforce. Pelo menos, não tanto. Não fique ai
remando contra a maré, dando murro em ponta de faca. Veja – se não fora
pra ser, não vai ser. Acredite em mim. Coisa boba essa sua tentativa de
ir além. E olhe, eu não estou pedindo pra você desistir não, não é isso.
Eu só quero que você pense mais, que tenha argumentos melhores."
quarta-feira, 1 de abril de 2015
"Um dia a gente vai se encontrar de novo e o impacto desse encontro será
como dois planetas colidindo. Talvez em um supermercado qualquer, numa
festa de um amigo em comum, ou, quem sabe… De lados opostos na rua,
esperando o semáforo nos dar a liberdade, o livre arbítrio para colidir.
Faiscar. Explodir em uma expansão imensurável. Nesse momento, seremos
um universo inteiro. Estaremos casados, não com um de nós, com alguém
qualquer que acharemos algum defeito para diminuir a dor da
substituição. Um de nós com um trabalho dos sonhos, o outro com o que
deu pra conseguir, ou, procurando emprego. Algum de nós, talvez, já
tenha tido filhos, esses que não possuem a tão cobiçada característica
favorita que escolhemos um no outro. Será um grande choque, posso
presumir. Tudo será nada, mas, o nosso nada será tudo. Um filme curto
dos nossos pequeninos momentos passará em nossas cabeças como em tela de
cinema, flashback maldito… Trará, sobretudo, os momentos bons. Eles e a
saudade que consumirá os nossos corpos enquanto faiscamos no nada que
sobrou do mundo. Tudo estará pálido, lento e em vertigens, apenas nos
enxergaremos. Com sorte, cumprimentaremos um ao outro rapidamente, Eu…
Ainda terei os mesmos olhos grandes e usarei o mesmo tom de batom, você…
Barba por fazer e cabelo desgrenhado. Colidiremos. Desmancharemos essa
galáxia inteira com uma explosão de infinitas partículas de saudade. E
quanto ao depois? Continuaremos andando ué, deixaremos que nossa rotina
nos engula de novo. Quem sabe um de nós olhará pra trás só para o caso
de ter certeza que tudo realmente aconteceu. Sorriremos ao pensar que
“depois de tantos anos se gastarem…” colidimos. E porque somos assim,
tão humanos e covardes, não passará disso. Nós não passaremos de nós…
Restos de planetas, pó de estrela e saudade. E a colisão não passará do
simples ato de colidir, o nosso mais profundo verbo: Eu colido, tu
faíscas, nós universo."
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